Especialistas em gestão não cansam de reforçar o quão fundamental é o plano de negócios para a boa condução de qualquer empreendimento. Mas o que fazer quando as coisas não vão bem mesmo quando este instrumento foi previsto, realizado e seguido à risca? Onde pode estar o problema? A resposta pode estar exatamente no tão propalado plano de negócios que, nestes casos, merece revisão criteriosa e detalhada.
“Sempre desconfio de planos de negócio que resultem em retorno muito rápido, com margens altas”, afirma David Kallás, professor de Gestão Estratégica do Insper, indicando um dos mais comuns sinais indicativos de que a revisão do planejamento é necessária. Kallás lembra que o tripé volume de vendas, preço ao consumidor e custo operacional é o que sustenta o andamento do empreendimento e que estes aspectos devem ser reexaminados com cuidado para a identificação de onde está o erro no planejamento.
Na questão do custo operacional, o professor chama a atenção para um verdadeiro calcanhar de Aquiles do empreendimento, o capital de giro. Ele lembra que há uma distância de tempo entre o momento em que se adquire a matéria-prima até a efetiva compra pelo cliente, incluindo aí o prazo de pagamento. Erros no cálculo desse ciclo podem ser fatais. “Para resolver a falta de caixa, o empreendedor antecipa o que vai receber em empréstimos e isso devora a margem de lucro”, observa Kallás. “Isto, que faz a diferença entre ganhar ou perder dinheiro com um negócio, muitas vezes não fica visível ao se olhar a contabilidade da empresa. É preciso uma análise mais cuidadosa para saber para onde está indo o dinheiro que está entrando e saindo”, analisa.
É ponto importante na revisão do plano de negócios, com espírito crítico e honestidade, a qualidade dos dados utilizados em sua confecção. “Muitas vezes, planos de negócios são elaborados na base do ‘achismo’, o que compromete totalmente sua efetividade”, afirma Romeu Telma, professor titular de Estratégia e Marketing da UFPR (Universidade Federal do Paraná). “Não adianta ter um plano bem elaborado baseado em premissas falsas. A qualidade do plano está diretamente relacionada à qualidade da informação que é colocada nele”, alerta.
Telma sabe da dificuldade de obter dados confiáveis e atuais e, por isso mesmo, defende a necessidade de mudanças na cultura empresarial. “O empresário brasileiro não está disposto a pagar para ter informação, algo intangível. Isso precisa mudar, ele deveria realmente incluir a questão de pesquisas como investimento, da mesma maneira que faz quando prevê a necessidade de adquirir uma nova máquina”, diz. Para tanto, cita as empresas juniores das universidades e profissionais experientes - que deixam grandes empresas e podem atuar como consultores - como opções para se conseguir trabalhos de pesquisa a preços mais acessíveis.
Telma e Kallás destacam, também, que o plano de negócio pode ter simplesmente caducado. Um plano que beirava a perfeição quando criado estará fadado ao fracasso se não acompanhar as mudanças ocorridas no mercado ou, até mesmo, antecipar-se a elas. “É preciso prestar atenção nos chamados sinais fracos, que são indicadores de tendências ainda não chegaram com toda a força, mas podem representar uma nova moda no futuro próximo”, explica Telma, dizendo que estes sinais estão nos comentários dos clientes, em artigos especializados, nas redes sociais.
Por isso, ambos defendem a revisão permanente e contínua de tudo o que foi programado. Telma sugere que desta revisão participem também outras pessoas da empresa, como gerentes ou supervisores. “A equipe tem muito a colaborar neste processo, contribuindo com informações e, desta forma, sendo convidados a também ligar suas antenas e radares para identificação do que pode ser melhorado”, defende. Além disso, Kallás defende que é necessário reservar um tempo para pensar no empreendimento. “É de fundamental importância garantir que a pesada rotina de quem administra um negócio não sufoque o tempo necessário para avaliação e correção de rumos”, observa Kallás.
www.santanderempreendedor.com.br/noticias/gestao/243-o-que-fazer-quando-o-plano-de-negocios-esta-errado
UFPR Marcelo Tas DISI Design Museu de Arte Jornalismo Especialização Marketing MBA Gestão Estratégica Marketing Empresarial Gestão Qualidade Gestão da Qualidade Serviços Gestão Avançada de Serviços Inteligência Negócios Inteligência de Negócios Marketing 2.0 Vendas Marketing con ênfase em Vendas Direito Digital Martha Gabriel Branding Livro Professores CEPPAD Valter Vieira Seminário comunicação Curitiba FIEP Funpar Administração Comemoração Amigos do HC Hospital de Clínicas Cursos Profissões Jardim Botânico inovação Redes Sociais Mkt 2.0 Luli Radafarer Amyris Fernandez Estratégias Desenvolvimento cidadãos CEPPAD Sociais Aplicadas Reitoria Darli Vieira Visibilidade Costão do Santinho Visita Técnica pós-graduação Palestra Renato Meirelles acadêmica gerencial Zaki Akel Sobrinho 100 anos 99 anos Departamento de Transportes bolsas doutorado tese EMA ANPAD
Desenvolvido por williamsbraga.com