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Martha Gabriel fala sobre tendências e estratégias digitais no Marketing 2.0

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O que muda no consumidor e o que muda no marketing? Como lidar com estratégias de marketing bem-sucedidas numa era em que o mercado mudou e, nesse contexto, o consumidor deixa de ser apenas alvo, transformando-se também em mídia e gerador de mídia? As respostas para essas perguntas são um dos grandes desafios das empresas nos dias de hoje e foram amplamente discutidas por Martha Gabriel, referência em redes sociais no Brasil, no, primeiro dia do Seminário Marketing 2.0: Branding.

De acordo com a especialista, o digital não pode ser o foco do marketing, pois as mídias sociais são plataformas de mídia, tanto quanto os meios tradicionais. O que muda, diz ela, é que mídia escolher em determinada situação. “Só tem sentido usar mídias sociais quando elas se mostrarem estrategicamente úteis”. O problema, alerta Martha, é que os conceitos básicos de marketing foram esquecidos. “As mídias sociais viraram moda e as empresas as usam sem qualquer planejamento. Espalhando informação em ações isoladas sem um plano estratégico definido”.

Mas, com tantas informações no meio digital, o que faz esse público olhar para a sua marca? Martha responde. O que faz você prestar atenção em algo é a relevância. “Se você for realmente relevante para o público, eles vão prestar atenção em você”.

Entre tantas tendências e novos termos trazidos pela especialista, um dos que chamaram mais a atenção foi “cibridismo”. Para Martha, estamos nos tornando seres cíbridos, seres estes que vivem além do seu corpo. “Hoje nosso cérebro está no digital. Estamos vivendo on e off ao mesmo tempo. O meu computador é parte do meu cérebro. Se no meu computador eu perder os meus backups, eu perco uma boa parte da capacidade da minha memória”, explica. O positivo disto tudo, diz ela, é que o homem se amplia, passa a ter várias extensões, além de agir e pensar diferente.

Na segunda parte da palestra, Martha falou sobre gestão de crises nas redes sociais. Na sua análise, ameaça, elemento surpresa, decisão em curto prazo e necessidades de mudança são os quatro componente para se detectar uma crise. “Num momento de crise, se ficar sempre na defensiva, passa a idéia que você está fazendo algo errado”, alerta a especialista. Para se proteger da crise, planejamento, humildade, honestidade, abertura para o diálogo e ponto de vista são palavras-chaves, neste momento. “Hoje em dia é preciso falar, ouvir e negociar com o seu público”, diz.

O evento foi patrocinado pelo Grupo RIC, com apoio da Pós-Graduação em Marketing da UFPR e da UniCuritiba, e realização da Academia de Marketing.


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